sábado, 31 de agosto de 2013

O que a escuridão nos revela

Nota - Para quem passou a acessar este site a partir de 2010 e não conhece o conto abaixo: é o conto que tirou o primeiro lugar no concurso promovido pela Casa dos Contos. Quem se interessar em ler espero que goste.
Já passava das 8 da noite daquela terça e eu ainda estava no trabalho. Havia pouco mais de 2 meses que eu tinha sido contratado e ainda me encontrava no período de experiência. Naquele dia o expediente se estendeu além do horário normal em virtude da finalização de um trabalho que seria apresentado a um possível cliente. Eu trabalhava direto com a analista de marketing, Alessandra. Ela não chegava a ser minha chefe, pois tanto eu quanto ela éramos subordinados ao gerente do setor, porém na prática era como se fosse, pois parte do meu trabalho acabava sendo demandado por ela.
O trabalho foi concluído, as pessoas envolvidas pegaram seus pertences em suas baias e estações de trabalho e foram embora. Eu fazia o mesmo quando ela me chamou de sua baia. Perguntou se eu me incomodaria em repassar alguns pontos da apresentação que faria no dia seguinte. Respondi que tudo bem e pedi apenas um minuto. Enquanto guardava alguns papéis lembrei de uma frase, de autoria por mim desconhecida, que diz que a beleza da mulher não é um presente feito ao homem, mas apenas um suborno. Verdade. Claro que eu queria ser efetivado na agência, portanto, mostrar serviço nunca é demais, contudo estava longe de ser um sacrifício ficar ali mais alguns minutos.
Eu a achava bem atraente, era só um pouco mais velha do que eu, 3 anos, se ouvi certo quando disseram a idade dela, 27. Tinha uma beleza discreta. O rosto era lindo, uma pintura, isso não dava para esconder, apesar dela parecer tentar fazê-lo ao usar um óculos de armação preta e um pouco grossa. Rosto meio oval, com olhos grandes cor de um âmbar acastanhado. Usava quase nenhuma maquiagem, batom sempre discreto, cabelo castanho claro, liso, muitas vezes preso em um rabo de cavalo sem muita preocupação, e normalmente andava de calça, além de blusas que, apesar de mostrar bom gosto, não lhe valorizavam em nada o corpo magro e esguio. Pelo contrário, como era friorenta, vira e mexe estava com blusas de manga comprida. E não sei se por isso, ou apesar disso, ela me chamou a atenção logo no primeiro dia. Normalmente noto justamente aquelas que parecem não querer ser notadas.
Logo passamos a trabalhar juntos, e a almoçar também. Passamos a nos dar muito bem, era divertida, espirituosa, às vezes até meio inconseqüente, e com o passar do tempo fui vendo que não era uma mulher que se revelava de bate-e-pronto, daquelas que dizem a que vieram em poucos segundos. Deveria sim, ser descoberta, revelada aos poucos, detalhe por detalhe. E quem poderia imaginar que naquela noite eu iria compreender isso na prática.
Sentado diante dela, ouvia sua voz ligeiramente grave; via seus lábios, carnudos, mexerem, e sua boca, de dentes alvos e perfeitos iluminarem seu rosto quando sorria depois de uma tirada mais espirituosa de minha parte. Nessas horas, por um ou dois segundos, sustentávamos nossos olhares, para desviarmos em seguida. É tênue a linha entre bons colegas e bons amantes, cabendo à dúvida muitas vezes fazer parecer um abismo intransponível. Saímos da agência em direção à garagem. Ela me ofereceu carona pois morávamos na mesma direção. Eu ia trabalhar de ônibus; não tinha o salário dela para ficar bancando combustível e estacionamento. Sugeriu me deixar em casa, mas recusei, não havia necessidade. Eu pegaria um ônibus próximo ao apartamento dela e em menos de 10 minutos estaria em casa. Ela já tinha me poupado um tempo enorme, expliquei.
Quando embicou o carro na garagem do prédio e esta começou a levantar o portão, comecei a me despedir. "Sobe. São 9 horas ainda, depois te deixo em casa", ela falou. Olhei para ela que estampava um sorriso alegre no rosto. De minha parte foi surpresa saber que ela morava sozinha. Acedi e ela desceu com o carro. No apartamento - um quarto e sala com cozinha americana bem legal - ela fez as apresentações: "Aqui é a sala, cozinha, ali o banheiro, meu quarto. Como você pode ver, de um mesmo ponto posso apontar todos os cômodos", disse rindo. Sorri elogiando tudo, que era de muito bom gosto e perfeito para uma pessoa, ou até mesmo um casal, morar. Perguntei se poderia usar o banheiro, e joguei uma água no rosto e lavei as mãos.
Retornando à sala, a vejo na cozinha mexendo na geladeira. "Gosta?", diz, mostrando uma garrafa de vinho branco gelado, já aberta. Me aproximei e respondi que sim. Pegou duas taças e serviu. Pegou uns frios - queijos, presunto de parma, salame já cortado - um pacote de torradas, requeijão e uma geléia de damasco: "Passa o requeijão na torrada e depois a geléia por cima. Fica uma delícia!" Fiquei sentado num banco alto da cozinha americana, comendo e bebendo o vinho, enquanto ela tomava banho. Uns 20 minutos e uma taça de vinho depois, ela apareceu na sala. E eu fiquei encantado com o que vi. Usava um vestidinho de alças, florido porém discreto, que ia até pouco acima dos joelhos. Pela primeira vez vi seus ombros e pernas desnudos. E eram lindos. O cabelo molhado penteado para trás, batendo no alto de suas costas, e uma sandália rasteira, lhe conferiam um ar ainda mais jovial do que normalmente já possuía. Estimulado pelo vinho, comentei: "Você está linda, Alê." Ela respondeu rápido, fazendo pouco caso: "Que nada, isso é vestido de ficar em casa".
Passamos os petiscos e o vinho para a mesa de centro em frente ao sofá. Sentados, conversávamos e bebíamos. Já passava das dez, eu avaliava que breve teria que ir embora. Ela não demonstrava nada, agia naturalmente como se fôssemos apenas dois colegas de trabalho. E éramos mesmo. Porém estava mais relaxada, efeito do vinho, presumi. Num dado momento, se recostou no sofá e, provavelmente sem querer, deixou as pernas meio afastadas com o vestido cobrindo apenas parte das coxas. Meus olhos foram tomados por uma visão que nutriu meu corpo do desejo de colocar minha mão por entre elas e acariciá-las, senti-las. Percorrendo os olhos vestido acima, a cinturinha fina e a barriga que sumia, quase côncava; seus seios, cobertos pelo fino tecido, revelavam um pouco de sua forma, como até então nunca havia sido revelada. Firmes, médios e generosos porém sem excessos, apenas na medida de uma mão interessada em acariciá-los. Parecia que eu a enxergava por debaixo daqueles pequenos desenhos de flores e plantas. Por um instante aquele vestido foi aos poucos sumindo, o tecido se dissolvendo, e seu corpo se revelando, fresco, sexy, jovem, belo, nu, até que a imagem dele se apagou. Tudo se apagou.
Ela foi até a pequena varanda do apartamento e anunciou: "Está tudo sem luz." Com cuidado fui até ela, e do alto do nono andar vimos a vizinhança toda às escuras, até aonde nossa vista alcançava. Aguardamos um pouco, falamos sobre o que poderia ser, até que ela entrou para pegar umas velas, ou melhor, procurar, pois não tinha certeza se havia velas em casa. Usando a iluminação do celular, procurou em gavetas e armários. Nada. "Lanterna?", perguntei. "Não tenho", ela disse. Cogitou em pedir a um vizinho, mas dissuadi-la em fazê-lo. "Deve voltar logo, vamos esperar e aproveitar que o vinho ainda está gelado." Ela concordou com uma voz de quem sorria. O breu era intenso. Sentamos no sofá. No começo, falamos mal da companhia de luz, do país, do presidente, da falta de investimentos e por aí foi, passando por questões de trabalho, até o assunto morrer e o silêncio se instalar. E naquele breu eu me vali da imagem dela que havia retido na memória. Imaginei cada detalhe de seu corpo sentado ao meu lado, como se a luz não me fizesse falta, e aquele silêncio parecia gritar em meu ouvido por uma atitude concreta. Dei ouvidos.
"Você é muito bonita, Alessandra", arrisquei. A falta de luz pode esconder a timidez e a dúvida. "Como você sabe? Não está me vendo...", disse jocosamente. Descrevi então cada detalhe do vestido dela: onde começava "nos seus ombros pequenos e por isso, bem femininos", onde terminava "em suas lindas coxas firmes e sensuais", o que cobria "seu corpo de uma beleza sem excessos e por esta mesma razão, perfeito em cada detalhe", o que deixava à mostra "pernas e braços esguios feitos para envolver outro corpo. Tem certeza de que não estou te vendo?", perguntei por fim. Dessa vez ela não respondeu. Não sei se impressão minha, mas sua respiração ficou mais ruidosa naquele silêncio quase sepulcral que nos envolvia. Ou seria a minha?
Com as costas dos dedos, ligeiramente trêmulos, um misto de excitação e tensão, rocei no seu braço, do ombro até o cotovelo. Aguardei. Fiz o caminho inverso, encontrando dessa vez uma pele ligeiramente mais porosa: ela tinha se arrepiado com o meu toque. Perdi o contato com o braço dela - silenciosamente ela o afastou. Busquei-o com a mão, dessa vez segurando-o firme, não queria dar chance dela se levantar. Cheguei um pouco mais próximo. "Sua pele é suave como você...", e percorri minha mão pelo seu braço. "E perfumada", disse próximo ao seu ouvido com o seu cabelo a roçar de leve o meu nariz. Com as pontas dos dedos busquei seu pescoço, fino e delicado, dedilhando cada centímetro. Sua respiração, mais forte, batia em minha mão que lhe acariciava o queixo e o contorno do seu rosto. Beijei-lhe de leve o pescoço, quase um roçar de lábios. E neste afago com os lábios, fui ao encontro do seu ombro. Ao encontrar a alça do vestido, lentamente fui afastando, deslizando, até ficar caída sobre a lateral do braço. Beijei seu ombro, mordisquei. Segui para seu colo, beijando logo abaixo do pescoço e logo acima de seu seio, podendo sentir o começo de sua região mais tenra. Minha mão lhe segurava a cintura, sentia seu corpo imóvel e entregue por baixo do vestido, e comecei a percorrê-lo pela lateral, junto com minha boca que lhe beijava a frente do pescoço depois que ela instintivamente jogou a cabeça para trás. Rocei o dedo no perfil de seu seio esquerdo, invadindo um pouco por baixo do tecido. Macio. Tentador. Com as mãos espalmadas segurei firme em suas axilas, apertando por baixo seus ombros, à medida em que lhe beijava a bochecha e a ponta dos lábios, sentindo-os com os meus. Parei diante do seu rosto, e olhei como se pudesse vê-la, seus olhos grandes e brilhantes, de longos cílios, me olhando com desejo e receptividade, e falei: "Quem precisa de olhos quando tem todo um corpo para sentir?"
Sua mão macia buscou meu rosto, acariciando com ternura, passando as pontas dos dedos sobre meus lábios, para assim, tenra, suave, buscar meu cabelo, acariciá-lo junto à nuca, e abdicando de mais sutilezas e entregando-se ao ímpeto de um desejo que crescia a cada toque, me puxou ao seu encontro, fazendo nossas bocas se encontrarem em um beijo sôfrego e ardente, como se uma labareda tivesse sido acendida naquela sala, iluminando e aquecendo nossos corpos.
Sua boca era quente, úmida, com seus lábios generosos e envolventes, com sua língua decidida dentro da minha boca. Enquanto nos beijávamos nossas mãos buscavam nossos corpos, tateando prazer, detalhe por detalhe, movidas pelo desejo da revelação. Levei minha mão por entre suas pernas enquanto ela tentava retirar a minha blusa. Apertei, levei a mão por baixo de seu vestido, senti a firmeza de sua coxa, e também o calor que emanava alguns centímetros adiante. Ela afastou mais as pernas, respirava ofegante junto ao meu pescoço, que beijava, mordia, abrindo a gola da camisa social o quanto podia. Desabotoei o suficiente para retirar pela cabeça, e voltei a tocá-la. Cheguei em sua calcinha, com rendas na parte da frente, e ao sentir meus dedos a lhe tocar lá em baixo, gemeu.
Eu podia sentir a umidade no tecido e o calor do seu sexo. Ela, com mãos apressadas, buscava o cinto da minha calça para desafivelá-lo. Por fora, sentiu a minha rigidez, ainda contida pela cueca, mas já pulsando de desejo e tesão. No meio daquele silêncio, cada movimento nosso, cada roçar de pele, cada ar inspirado e expirado, cada peça de roupa que caía no chão, cada gemido, tudo era percebido e aguçava nossos sentidos ao ponto de esquecermos que estávamos cegos.
Levantei seu vestido até acima do umbigo, e o encontrei com a ponta da língua, penetrando-o. Percorri, aos beijos, minha boca pela sua cintura até encontrar a calcinha. Não tirei, apenas segui guiado pelo olfato, pelo cheiro de fêmea que, ainda suave, exalava e invadia minhas narinas. Lambi a calcinha, sentindo com a ponta da língua os pentelinhos por baixo ainda escondidos. Ao se sentir sendo tocada, pediu num sussurro: "Tira..." Por hora ignorei. Beijei o interior de suas coxas, que ela afastava ainda mais, passei a língua pela lateral da calcinha "Tira...", levei os dedos por cima e enfiei, encontrando uma boceta peludinha e passei meus dedo por entre seus pelos "Tira... Tira logo, eu não estou mais aguentando...", e correndo os dedos para a lateral e levando a outra mão para sua cintura, comecei a baixar a calcinha, lenta, porém resolutamente, até deixá-la nua. Olhei, não vi mas enxerguei: uma bocetinha peludinha mais ao centro, como uma elipse mais cheia nas laterais, depilada na virilha. Era assim que a ponta da minha língua e os meus dedos haviam me dito que era.
Quando levei minha mão ao seu corpo, surpresa, ela já havia retirado o vestido. Ficando de pé, acabei de me despir. Ouvindo o que eu fazia, veio ao meu encontro, ou melhor, ao encontro do meu sexo, duro, apontando em sua direção. Deixei ela esbarrar nele, senti-lo de leve, para depois a fazer recostar no sofá. Fui até ela e a beijei. "Deixa eu te tocar, quero sentir ele", ela pedia baixinho no meu ouvido. Ignorei com um beijo ardente. De sua boca, tirei uma reta sinuosa em direção àqueles peitos que eu já imaginava deliciosos, e os encontrei prontos, com os biquinhos duros pedindo para serem tocados e chupados. Segurei, apertando, sentindo-os macios e firmes, e caí de boca neles, fazendo-a soltar um suspiro forte. Ela percorria meu corpo com as mãos, querendo me encontrar. E encontrou. Sua mão macia e pequena envolveu meu pau duro, e já liberando o líquido que entregava o grau de excitação em que se encontrava, que ela tratou de espalhar, deslizando a ponta dos dedos pela cabeça. Outro suspiro ao fazê-lo, e um gemido ao percorrer ele pra baixo e pra cima, onde para cima ela fazia como se o puxasse em sua direção. "Vem cá, deixa eu chupá-lo", falou.
Desci minha mão até sua boceta e a toquei. Estava quente e muito molhada, fazendo meus dedos escorregarem pelos lábios. Sua respiração ficou entrecortada. Meu pau podia esperar, ela não. Nem eu. Dessa vez sem curvas, desci reto encontrando sua boceta. Exalava a desejo, impregnando o ar com o olor de seu sexo que me invadia e me impelia ao seu encontro sem demora. Tocando-o apenas com a ponta da língua, percorri de baixo para cima e depois em movimento circular, sentindo seu sabor e descobrindo a forma e a textura que meus olhos não podiam ver. Com minha mão pousada em sua barriga, sinto-a se elevar, arqueando as costas ao sentir a minha língua a lhe desvendar.
Podia imaginar, contrastando com a pele branquinha dela, uma boceta bem rosada com seu suco a escorrer e lhe dar viço. Literalmente caí de boca, fazendo-a colocar uma das pernas sobre o braço do sofá e chegar o quadril mais para a frente, como se dissesse ao deixá-la bem aberta e exposta: "Toma, ela é toda sua". E era. Passei a chupá-la, a sorver seu líquido que brotava em profusão. Entreguei aos sentidos do olfato, toque e paladar, a tarefa de revelar a mim aquela fonte de desejo. Ela fazia juntar aos sons de minha boca que a chupava e dos meus dedos que a penetravam, seus gemidos de prazer. No alto, seu botãozinho, que senti com a ponta da língua. Escondido estava somente pela escuridão, pois se revelava, sobressaía entre a junção de seus lábios. Eu não sabia se, fruto da ausência de luz, a minha língua havia se tornado mais sensível ou se realmente eu estava sentindo uma pequena cabecinha, que eu podia pressionar com os lábios, revelando um clitóris bem estimulado e nada tímido. Imaginação ou não, minhas tentativas de descobrir, chupando, lambendo, beijando, a levaram a um orgasmo intenso, com seus gemidos que pareciam escorrer pelas paredes do prédio silencioso.
Fui até ela, beijei-a, "você é deliciosa", fazendo-a sentir o seu sabor. Ela retribuiu com um beijo apaixonado, molhado, que envolvia toda a minha boca com seus lábios, como se quisesse sorver e sentir aquela boca que tanto prazer lhe proporcionou. Estava sensível, ao tocá-la de leve em seu seio, sentindo o biquinho duro, tirou minha mão junto com um gemido curto e revelador: ela estava toda à flor da pele, sensível ao toque em cada parte de seu corpo. Passando a mão de leve por sua coxa, seus poros como que pequenos carocinhos, entregavam o seu arrepio de tanto tesão e desejo. Encostei em seu corpo, peitos colados, abdômens unidos e pelos a roçarem. "Tem camisinha?", perguntei em seu ouvido e tornando a beijá-la, intimamente me recriminando por não ter comigo. Sinto sua boca por baixo da minha se estreitar em um sorriso. "Vem comigo."
Levantamos. Tateando na mesa, encontrou seu celular. Indo à frente, iluminou o acesso ao quarto pelo pequeno corredor que havia. Aquela claridade à frente dela serviu para delinear ligeiramente seu corpo, e determinar sua estatura. Ao chegar no quarto, ela fechou o flip do celular e o jogou na cama em frente. Me agarrei a ela por trás, flexionando um pouco as pernas e pressionando meu membro em sua bunda. Ela deixou, eu rocei. Meu púbis a sentia e dizia: pequena, porém não magra, e sim redondinha, carnudinha, macia, eu pressionava e ela recebia em sua carne o meu pau, acomodando-o. A envolvi com os braços, buscando seus seios e ventre, um abraço que ela retribuiu jogando os dela para trás e apertando a minha bunda, puxando, numa tentativa de infringirmos a famosa lei da física e ocuparmos o mesmo lugar no espaço daquele quarto.
Ela virou e meu púbis roçava acima do dela, com meu pau e lhe tocar o umbigo. Nos abraçamos e beijamos. Me mantendo de pé, percorreu meu corpo com sua boca, sendo ela agora a descobrir o que aquela escuridão lhe podia revelar. Beijou e lambeu meus peitos, voltou, com as mãos ergueu meu braço, sorvendo o suor de minhas axilas "você tem um cheiro delicioso", ela falou baixo em meu ouvido antes de voltar a me desvendar. Descendo, descendo, e à medida em que se aproximava, meu pau latejava, intumescia e relaxava a cabeça como que num sinal a ela "estou aqui". Sinal esse captado. Sentada na cama, com as mãozinhas macias em minha cintura, me puxou. Um passo apenas nos separava. Sentiu no ar a presença dele bem próximo. Inspirou profunda e intensamente, como se o ar fosse concreto, tátil. E então ela me tomou em sua boca quente e úmida, me envolveu com seus lábios, avaliando minhas formas, tamanho e espessura.
Aprovando, passou a chupá-lo, a lamber a cabeça, lubrificando, unindo sua saliva ao líquido que brotava, talvez imaginando o rosa forte quase vermelho em que ela ficava ao se intumescer. Com a mãozinha pequena e macia, massageava meu saco, segurando, sentindo o seu peso. Com a outra, percorria meu pau em um vai-e-vem, enquanto sua boca e sua língua saboreavam a cabeça. Eu contraía o abdômen, passava a mão por seus cabelos, agora levemente úmidos, gemia, ela estava acabando comigo, e o desfecho, eu sentia, estava próximo. Avisei com voz fraca "não estou aguentando, vou gozar." Ela deu um último beijo nele, se postou atrás de mim, roçando seus pelos e seus seios em minha pele, e assim, beijando minhas costas, ombros, nuca, continuou a me masturbar, e a dizer no meu ouvido com voz carregada de desejo: "Goza gostoso, goza em minha mão." E jatos de gozo espesso foram lançados em direção ao edredom que cobria a cama, soando pequenos ruídos secos ao atingi-lo. "Delícia", ela dizia ao sentir meu pau pulsando em sua mão a cada jato lançado, para depois melá-la quando o gozo passou a escorrer, que ela logo tratou de espalhar pela cabeça.
Me virei para ela, encostando-o, ainda duro, melado, em sua barriga. Nos beijamos. Eu queria mais, nós queríamos mais. A coloquei de costas para mim e me agachei diante de sua bundinha. Precisava senti-la mais. Apertei com as mãos, percebi que meu pau estava certo, era carnudinha. E macia, lisinha. Lambi, rocei meus dentes. Busquei o monte peludinho de sua boceta logo embaixo, fazendo-a entreabrir um pouco as pernas. Percorri a mão por entre ela, passando de leve pelo seu cuzinho, mas sem tocá-lo.
Ela deitou na cama, barriga para baixo. Encontrei a posição em que estava e me coloquei por cima, ainda afastado, juntando somente nossas bocas num beijo de lado da parte dela. Senti o cheiro de seu cabelo perfumado, depois de sua pele, que com o calor que fazia, estava ligeiramente suada e exalava um cheiro inebriante de suor limpo, proporcionado pelo sexo misturado ao perfume do sabonete usado no banho. Excitantemente cheirosa, eu a definiria. Fui novamente ao encontro de sua bunda. Ela, passiva e receptiva, afastou as pernas. Podia imaginar suas costas vindo ao encontro de sua cintura fina e magra, que em seguida se elevava suavemente na sua bundinha para em seguida, meio abruptamente, encontrar as suas pernas. E ali embaixo, entre elas, talvez ainda meio fechada, sua bocetinha. Fui ao encontro dela. Ela deu uma leve empinadinha na bunda. Passei minha língua nos pelos. Afastei, cautelosamente, suas nádegas. Continuei a correr minha língua até encontrá-lo, ali, livre de pelos em volta. Para muitas é uma região controversa, que exige cuidado, alguém mais afoito pode colocar tudo a perder. E eu não queria isso. Lambendo as laterais de suas nádegas, em seu interior, provoquei, avaliei, e pressenti que deveria, com delicadeza, ir além. E o toquei com a ponta da língua, fiz movimentos circulares, enquanto acariciava sua bunda e abraçava sua cintura, como se naquele momento, seu corpo se resumisse somente àquele pedaço. Receptiva, deixou, aprovou a carícia que eu lhe submetia, suspirando baixo e fazendo movimentos no quadril tão suaves e sensuais que somente na escuridão poderiam ser notados.
Com os dedos senti como ela já estava excitada, úmida, desejosa. Fui ao pé de seu ouvido, e antes que eu terminasse a frase, ergueu o tronco, buscou a gaveta do criado-mudo e tirou um pacote de camisinhas, me entregando. Abri, peguei uma, vesti e deixei as outras duas ao lado. Procurei sua gruta úmida e ao encontrar, rocei a cabeça por entre os lábios, estimulando e provocando. Mas aquilo provocava a mim também, então aos poucos fui me empurrando para dentro dela, centímetro por centímetro, afastando seus lábios, abrindo-a, invadindo-a, até estar completamente dentro dela, envolvido em sua escuridão úmida e quente. Ao me sentir todo dentro dela, com meus pelos roçando sua bundinha, um suspiro seguido de uma frase que exprimia o nosso desejo: "Mete gostoso".
Comecei um vai-e-vem, enfiando até o talo e pressionado meu púbis em sua bunda, empurrando ela para frente, e voltando. Deitei meu corpo sobre o dela. É curiosa a necessidade de se aumentar o contato físico quando os olhos nos faltam. Nossos corpos ansiavam pelo toque, cada centímetro de nossa pele parecia querer ser mapeado pela corpo do outro. Ficamos assim, sentindo nossos corpos unidos, com meu sexo penetrando o dela, comigo a lhe beijar e morder os ombros, suas costas, e ela retribuindo com uma rebolar de quadril que aumentava o nosso prazer. Depois, puxei ela para mim à medida em que sentava na cama. Ficamos os dois sentados, eu dentro dela. Eu a abraçava por trás, colando nossos corpos já suados, levantando seu braços, sentindo todos os seus odores, acariciando e apertando seus seios, tocando-lhe o grelo. Ela deslizava as mãos na pele suada das minhas costas, tocava também seu próprio corpo e se remexia em busca de mais e mais prazer.
Em seguida, levantou para novamente escorregar meu pau para dentro de sua boceta. Agora estávamos de frente, seus seios colados em meu peito, deslizando em minha pele, esfregando. Nossas línguas sedentas num encontro ansiado, minhas mãos a lhe tocar a pele e apertar a bunda, e o ar daquele quarto sendo invadido pelos nossos sons e pelo nosso cheiro, criando uma imagem que mais ninguém poderia enxergar, exceto nós.
Fazendo-me deitar de costas, veio ao meu encontro, largando o peso do seu corpo sobre o meu. Voltei a penetrá-la com mais vigor, um entra-e-sai firme. Busquei sua bunda, abri, apertei forte. A poucos centímetros do meu dedo, ele, seu cuzinho, até então tocado somente pela minha língua. Ela roçava o seu púbis no meu, estimulando seu grelo no contato com a minha pele, com meus pelos. Eu levei um dedo à sua boceta, molhando, melando em seu suco, e desse modo, busquei ele. Senti com a ponta do dedo sua textura, sua forma, redonda, as preguinhas, bem fechadinho, como que intransponível. Será?
Comecei massageando seu anelzinho, aguardando um sinal, que veio sem demora: "Enfia gostosinho a pontinha." E assim escorreguei a ponta do meu dedo indicador para dentro daquela outra fonte de prazer, e mexi, estimulando cada terminação nervosa, e ela retribuía rebolando sensualmente, gemendo, chupando a minha língua, lambendo a pele do meu corpo, se jogando mais vigorosamente ao encontro do meu pau quando este ia ao encontro dela. O que antes era só a pontinha, agora era a metade, que entrou apertada porém sem esforço a cada decida de quadril que ela dava. Eu lhe beijava os peitos, lambia entre eles, apertava com a mão, inalava o cheiro de sua pele, e de repente nos demos conta que o quarto parecia energizado, como se uma rede de alta tensão passasse por sobre e entre nós. A volúpia e o desejo se instalavam, as mãos, as bocas, os sexos, as peles, o deslizar quase frenético dela sobre mim ao encontro do meu pau, e as minhas investidas fortes, todos em busca de um prazer feroz no meio daquela escuridão que há tempos não mais se fazia notar: a gente via tudo com os quatro sentidos que nos restavam. E com sobra.
E sob essa energia, ela se entrega a outro orgasmo, largando o corpo em cima do meu, em meio a gemidos altos e respiração forte enquanto o gozo lhe percorria o corpo, poucos segundos antes que eu começasse a encher a camisinha, ainda dentro dela, liberando toda a energia ali contida. Feliz pelo quase orgasmo conjunto, me beijou extenuada, e eu retribuí aquele prazer intenso que ela havia me proporcionado, abraçando-a e passando a mão pelas suas costas e bunda, sentindo seu corpo quente.
Permanecemos parados, ao sabor do sobe e desce de nossos peitos, aguardando a respiração se estabilizar e os batimentos cardíacos se normalizarem. Não falávamos muito, ou melhor, quase nada, era como se aquela escuridão impingisse a nós que os únicos sons fossem aqueles produzidos pelo encontro de nossos corpos. Saí de dentro dela, retirei a camisinha, dando um nó e jogando-a no chão, e deixei meu pau que só agora resolveu se entregar, perto de sua boceta, ainda sentindo o seu calor. Trocamos beijos carinhosos, calmos, para em seguida ela repousar a cabeça no meu peito e eu lhe acariciar os cabelos. Não sei por quanto tempo ficamos assim, foi algum tempo, até que fomos despertados de nossos sonhos reais com a claridade que invadia o quarto vindo da sala, mais, e da janela, menos. Era o fim do apagão.
Nos olhamos, agora sendo possível ver o contorno de nossos rostos e corpos. Ela se levantou "Fica aí, já volto", e saiu do quarto. Quando passou na soleira da porta, pude ver a silhueta do seu corpo. Lindo como eu já sabia que era. Ela fechou a porta. Me ajeitei na cama, recostando em um dos grandes travesseiros que havia. Fiquei pensando se deveria partir para outra, com as diversas variações e posições que ficaram de fora, ou se deveria ir aos poucos, sem pressa. Lembrei de como eu a considerava "a que se revela aos poucos" e decidi, portanto, deixar rolar, sem mais preocupações em achar que tinha que "dar uma terceira". E me entreguei a uma satisfação plena, quase inacreditável, de estar ali com ela.
Ela voltou e fechou a porta. Trazia uma jarra com água e copo. Bebemos e refrescamos também nossos rostos. Colocou sobre a mesa de cabeceira e veio ao meu encontro. Se aninhou entre meus braços, deitando de lado e de frente para mim, recostando a cabeça no meu peito. Nos acariciávamos. Eu divisava suas formas com a pouca claridade que entrava pela janela. Ela passou a me acariciar com as pontas dos dedos, bem devagar e de forma sutil. Fiz o mesmo com ela - normalmente fazemos com os outros o que gostamos que seja feito conosco. Novamente nossas bocas se encontraram. Mal ela sabia como aquelas carícias inocentes me estimulavam. E no meio delas e com sua boca na minha, ela encontra meu pau rijo novamente. Sinto ela sorrir ao senti-lo duro. Virando o quadril, ficando meio que de barriga para cima, afastou uma perna, colocando o pé sobre a cama, e se abrindo, pegou na minha mão, indicando o que queria. Lentamente desci minha mão pelo seu corpo, passando por peitos, barriga, pelos, até tocá-la. E a encontrei quente e úmida. Um sorriso largo se formou em nossas bocas unidas. Passamos então, sem pressa, a nos tocar e nos estimular, e nos entregamos, mais uma vez, ao que a escuridão tinha a nos revelar.
Comentário: Esse conto foi baseado em pessoas reais, a Alessandra existe exatamente como descrita, em termos de corpo e na maneira de ser - recatada, romântica, arredia, alguém que se veste de forma até meio despojada, daí o conto ter tal estrutura narrativa, não poderia ser diferente em se tratando dela.

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